Saber quem possui mais Bitcoin diz muito sobre o estágio em que a rede está. Hoje, em 2026, a lista dos maiores holders de BTC mistura o próprio criador da moeda, exchanges gigantes, gestoras de ETF, governos que apreenderam fundos em operações criminosas, países que adotaram Bitcoin como reserva e empresas que viraram verdadeiras tesourarias de satoshis.

Neste artigo vamos passar pelos maiores donos de Bitcoin do mundo agrupados por categoria, com base em dados on-chain verificados pela Arkham em abril de 2026. A ideia é entender o tamanho real de cada um desses participantes, separar o que é custódia de cliente do que é posse efetiva e mostrar por que essa concentração não compromete a proposta de soberania que o Bitcoin entrega para qualquer pessoa que segura suas próprias chaves.

Bora juntos!?

O ranking geral dos maiores holders de Bitcoin em 2026

Quando agrupamos as carteiras por dono, a foto de abril de 2026 fica bem clara. Satoshi Nakamoto, o criador pseudônimo do Bitcoin, segue como o maior holder individual da rede com cerca de 1,096 milhão de BTC, o equivalente a aproximadamente US$ 82 bilhões nos preços atuais. Esses satoshis estão parados desde os primeiros anos da rede e a Arkham os identifica a partir do chamado Patoshi Pattern, um padrão de mineração característico dos primeiros blocos.

Logo abaixo aparecem as instituições:

  • A Coinbase ocupa o segundo lugar com 976 mil BTC, somando o que é dela própria com o que custodia para clientes
  • A BlackRock, que entrou no Bitcoin via ETF, já carrega 799 mil BTC
  • A Strategy de Michael Saylor mantém 781 mil
  • A Binance aparece com 631 mil
  • A Fidelity Custody fecha o topo com 455 mil

Já o governo dos Estados Unidos, somando todas as apreensões realizadas pelo FBI ao longo dos anos, controla 328 mil BTC.

CategoriaEntidadeBTCValor (USD)% da oferta
IndivíduoSatoshi Nakamoto1,096M$82B5,5%
ExchangeCoinbase976K$73B5,0%
Emissor de ETFBlackRock799K$60B4,0%
Empresa de capital abertoStrategy781K$59B4,0%
GovernoGoverno dos EUA328K$25B1,6%
Empresa privadaTether97K$7B0,5%
Top holders de Bitcoin por categoria — Fonte: Arkham Intelligence (abril 2026)

Esse top é importante por um motivo simples. Mostra que mesmo com bilhões de dólares concentrados em poucos endereços, nenhum desses participantes chega perto de controlar a rede como um todo. O Bitcoin segue funcionando exatamente porque qualquer pessoa pode guardar seus próprios satoshis em uma cold wallet e operar sem depender de nenhum desses gigantes.

As maiores carteiras individuais de Bitcoin

Quando olhamos para endereços individuais isolados, sem agrupar por dono, o cenário muda um pouco. As quatro maiores carteiras do mundo são todas cold wallets controladas pelas grandes exchanges e existem por motivos puramente operacionais e de segurança, já que essas empresas precisam custodiar bilhões em satoshis dos clientes em endereços frios.

A maior delas é uma cold wallet da Binance que começa com 34xp4 e guarda cerca de 249 mil BTC, algo perto de US$ 19 bilhões. Em seguida vem outra cold wallet da Binance, com 145 mil BTC, e logo depois aparece uma cold wallet da Robinhood com 141 mil BTC. A Bitfinex completa o top quatro com 130 mil BTC numa única carteira fria.

#CarteiraBTCValor (USD)% da oferta
1Binance: Cold Wallet (34xp4)249K$19B1,24%
2Binance: Cold Wallet (3M219)145K$11B0,72%
3Robinhood: Cold Wallet (bc1ql)141K$11B0,70%
4Bitfinex: Cold Wallet (bc1qg)130K$10B0,65%
5U.S. Government — Bitfinex Hack Recovery (FBI)95K$7B0,47%
6Carteira não atribuída (bc1qd4ys…)92K$7B0,46%
7Tether: Bitcoin Reserves (bc1qj)97K$7B0,49%
Maiores carteiras individuais de Bitcoin — Fonte: Arkham Intelligence (abril 2026)

A quinta posição é especialmente curiosa porque pertence ao Governo dos Estados Unidos e guarda 95 mil BTC recuperados do hack histórico da Bitfinex, num episódio que envolveu o casal preso pela Justiça americana.

A sexta carteira é uma das mais misteriosas da rede, com 92 mil BTC, e até hoje não foi atribuída a nenhuma entidade conhecida. A sétima é controlada pela Tether e guarda 97 mil BTC que fazem parte das reservas em Bitcoin que a empresa acumulou nos últimos anos.

Satoshi Nakamoto: o maior holder individual de todos os tempos

Satoshi Nakamoto é quem mais possui bitcoin em 2026

O nome Satoshi Nakamoto é o pseudônimo de quem criou o Bitcoin e publicou o whitepaper original em 2008. A Arkham conseguiu atribuir cerca de 1,096 milhão de BTC ao Patoshi, valor que veio da mineração de aproximadamente 22 mil blocos nos primeiros anos da rede, quando praticamente ninguém minerava além dele.

Esses satoshis nunca foram movimentados. Existe uma chance real de que estejam permanentemente perdidos, seja porque Satoshi morreu sem deixar acesso para alguém, seja porque ele decidiu intencionalmente nunca tocar nesse fundo para não influenciar o mercado nem comprometer o experimento que ele mesmo iniciou.

Em qualquer dos dois cenários, a oferta circulante real de Bitcoin é menor do que parece e isso reforça ainda mais a escassez da moeda.

As maiores exchanges holders de Bitcoin

As exchanges centralizadas são, por design do próprio modelo de negócio, grandes guardiãs de Bitcoin. Mas é importante deixar uma coisa muito clara antes de seguir adiante: o Bitcoin que está numa exchange não é seu enquanto estiver lá, é apenas uma promessa de saldo registrada no banco de dados da empresa. Por isso defendemos tanto a auto custódia como base de qualquer estratégia séria.

A Coinbase lidera o ranking de exchanges com 976 mil BTC sob custódia, valor que representa cerca de 5% de toda a oferta disponível de Bitcoin no mundo. Esse total inclui posições próprias da empresa, satoshis de clientes e ainda os fundos de várias gestoras que contratam a Coinbase como custodiante institucional, incluindo a maior parte dos ETFs spot americanos.

A Binance aparece em seguida com cerca de 631 mil BTC, ou aproximadamente 3,2% da oferta total. Em outro artigo discutimos com mais detalhes se a Coinbase é confiável e também se vale a pena comprar Bitcoin na Binance.

Logo atrás vêm a Robinhood e a sul-coreana Upbit, ambas com posições relevantes em cold wallets. Esses números reforçam o tamanho do ecossistema centralizado, mas também deixam claro o risco sistêmico envolvido.

Se uma dessas exchanges quebrar, milhões de pessoas podem perder acesso aos seus satoshis de uma só vez, exatamente como já aconteceu nos episódios de FTX, Celsius e BlockFi no ciclo passado.

Gestoras de ETF: a porta de entrada institucional

Desde o lançamento dos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos há dois anos atrás, uma onda de capital institucional começou a entrar no ativo de forma estruturada. A Arkham foi a primeira plataforma a identificar on-chain os endereços que guardam o lastro de cada um desses ETFs e isso permite acompanhar em tempo real quanto Bitcoin cada gestora está acumulando ou liberando.

A BlackRock hoje é a maior emissora individual de ETF de Bitcoin com 799 mil BTC sob custódia para o seu produto. Fidelity, Grayscale, Bitwise, ARK Invest e mais recentemente a Morgan Stanley com o ETF MSBT também figuram entre os grandes players desse mercado. Vale destacar que os ativos de quase todos esses fundos ficam custodiados pela mesma Coinbase, o que cria uma concentração de risco operacional que ainda não foi totalmente discutida pelo mercado.

O caso da Grayscale é interessante porque, embora a empresa publique os saldos totais nos seus relatórios financeiros, ela se recusou por muito tempo a divulgar os endereços on-chain. A Arkham conseguiu identificá-los mesmo assim e descobriu que os fundos estão espalhados em mais de 1.750 endereços diferentes, cada um carregando no máximo mil BTC.

Governos que possuem Bitcoin

Os governos chegaram ao Bitcoin por dois caminhos muito diferentes. Alguns acumularam BTC apreendendo carteiras em operações policiais, enquanto outros escolheram comprar ou minerar Bitcoin como reserva soberana. Os números aqui consideram apenas posições verificadas on-chain pela Arkham, o que significa que muitos países podem ter exposição adicional fora desse mapa.

Apreensões em operações policiais

O Governo dos Estados Unidos lidera o ranking de governos com 328 mil BTC e quase tudo veio de apreensões. O FBI recuperou parte dos fundos do hack histórico da Bitfinex, apreendeu o estoque do mercado Silk Road ligado a Ross Ulbricht, confiscou os fundos do hacker James Zhong e mais recentemente assumiu o controle de 127 mil BTC do endereço atribuído ao chamado LuBian Hacker.

O Reino Unido aparece em segundo lugar entre os governos com 61.245 BTC, valor proveniente de uma apreensão feita pela Polícia Metropolitana em 2018 contra os envolvidos numa lavagem de dinheiro de origem chinesa. A China, por sua vez, confiscou 194.775 BTC dos operadores do esquema PlusToken em novembro de 2020. Não está claro até hoje se o governo chinês ainda guarda esses satoshis ou se já vendeu tudo nos anos seguintes.

O Governo Alemão também passou por essa lista. Em janeiro de 2024 a Alemanha apreendeu 50 mil BTC do site de pirataria de filmes Movie2k, mas vendeu todo esse estoque ao longo de julho do mesmo ano. A operação ficou marcada como um dos maiores exemplos de venda mal cronometrada de Bitcoin por parte de um governo nos últimos tempos.

Adoção soberana voluntária

el salvador um dos países que possui mais bitcoin

El Salvador é o caso mais emblemático de adoção soberana voluntária. O país adotou Bitcoin como moeda de curso legal em 2021, status que foi revogado em 2025 por exigência do FMI, mas as compras seguiram. El Salvador comprou inicialmente 2.546 BTC ao custo de US$ 108 milhões. Em novembro de 2022 o presidente Nayib Bukele anunciou que o país também passaria a comprar 1 BTC por dia, política que segue ativa e elevou as reservas verificadas para cerca de 7.600 BTC.

O Butão minera Bitcoin desde 2019 aproveitando a abundância de hidrelétricas no país. O fundo soberano Druk Holding and Investments fechou em 2023 uma parceria de US$ 500 milhões com a Bitdeer para expandir as operações de mineração. Em 2026, porém, o governo butanês começou a vender parte dos satoshis e o estoque caiu de 6 mil para cerca de 3,5 mil BTC ao longo do ano.

Os Emirados Árabes Unidos também entraram no jogo via mineração. A empresa Citadel, controlada pelo UAE Royal Group através da IHC, conduz operações relevantes no Golfo e acumulou cerca de 7 mil BTC só com mineração. O país está claramente se posicionando como hub global de cripto, com regulação amigável e investimentos pesados na infraestrutura.

#GovernoBTCValor (USD)% da oferta
1Estados Unidos328K$25B1,64%
2Reino Unido61K$5B0,31%
3El Salvador7,6K$570M0,03%
4Emirados Árabes Unidos (Citadel Mining)7K$525M0,03%
5Butão (Druk Holdings)3,5K$265M0,03%
6Rússia1K$78M0,004%
Governos com maior reserva verificada de Bitcoin — Fonte: Arkham Intelligence (abril 2026)

Empresas de capital aberto: as tesourarias de Bitcoin

O movimento de empresas que adotam Bitcoin como reserva de tesouraria virou uma das narrativas centrais desse ciclo. Já tratamos do tema com profundidade no artigo sobre tesourarias de Bitcoin, mas vale recapitular quem são os maiores nomes desse universo agora em 2026.

A Strategy, antiga MicroStrategy comandada por Michael Saylor, segue como a maior empresa de capital aberto holder de Bitcoin do mundo com 781 mil BTC. A companhia começou a acumular em agosto de 2020 e nunca parou, fazendo compras de tamanhos variados a cada poucas semanas. Parte significativa desses satoshis, algo perto de 184 mil BTC, fica custodiada na Fidelity em nome da Strategy, o que ajuda a explicar a diferença entre os números on-chain verificáveis e o total declarado.

A MARA, mineradora norte-americana de capital aberto, opera 9 instalações de mineração e em setembro de 2025 produziu uma média de 22,7 BTC por dia. As carteiras on-chain da MARA hoje guardam 13 mil BTC, mas a empresa tem outros 25 mil custodiados pela Fidelity, totalizando cerca de 38 mil BTC em reserva.

A Metaplanet, empresa listada em Tóquio, ganhou o apelido de “MicroStrategy do Japão” e adotou Bitcoin como ativo principal de tesouraria. A justificativa pública é o hedge contra a depreciação do iene japonês no longo prazo. Os holdings atuais da Metaplanet somam 40 mil BTC e o ritmo de compra segue acelerado, inspirando outras empresas asiáticas a copiarem o modelo.

Empresas privadas: Tether, SpaceX e Block.one

Entre as empresas privadas, a Tether aparece como a maior holder verificada on-chain com 97 mil BTC. A emissora da principal stablecoin de dólar do mundo decidiu ao longo dos últimos anos destinar parte do lucro para acumular Bitcoin como reserva de capital próprio, fora do balanço que dá lastro ao USDT.

A SpaceX de Elon Musk comprou Bitcoin pela primeira vez em 2021 e chegou a guardar 28 mil BTC no auge. A empresa reduziu significativamente essa posição desde então e em agosto de 2025 ainda tinha cerca de US$ 1 bilhão em Bitcoin, hoje 8,3 mil BTC verificados on-chain pela Arkham.

A Block.one, empresa privada por trás do projeto EOSIO, é considerada pelo Bitcoin Treasuries como a maior holder privada do mundo com 164 mil BTC. Esses satoshis, no entanto, não puderam ser verificados on-chain pela Arkham, o que abre espaço para discussão sobre a real composição desse patrimônio.

Carteiras misteriosas: as baleias sem dono conhecido

Existe um universo paralelo de carteiras gigantes que ninguém sabe quem são. Algumas dessas carteiras receberam grandes quantias nos primeiros anos do Bitcoin e nunca mais movimentaram nada. Outras fazem movimentos esporádicos que sugerem atividade de uma baleia ainda viva, mas sem identificação pública.

#EndereçosBTCValor (USD)% da oferta
1bc1qd4ysezhmypwty5dnw7c8nqy5h5nxg0xqsvaefd0qn5kq32vwnwqqgv4rzr92K$6B0,46%
2bc1q8yj0herd4r4yxszw3nkfvt53433thk0f5qst4g78K$5B0,39%
31LdRcdxfbSnmCYYNdeYpUnztiYzVfBEQeC54K$4B0,27%
41AC4fMwgY8j9onSbXEWeH6Zan8QGMSdmtA52K$3,5B0,26%
51LruNZjwamWJXThX2Y8C2d47QqhAkkc5os44K$3B0,22%
Maiores carteiras anônimas de Bitcoin — Fonte: Arkham Intelligence (abril 2026)

A maior dessas carteiras anônimas guarda 92 mil BTC, valor que passa de US$ 6 bilhões aos preços atuais. Existem outras com 78 mil, 54 mil, 52 mil e 44 mil BTC parados há anos sem qualquer interação.

Esse fenômeno reforça uma tese antiga sobre o Bitcoin que vale ser lembrada. Boa parte da oferta circulante teórica simplesmente nunca volta para o mercado, seja por chave perdida, seja por escolha consciente do dono em manter aqueles satoshis em hibernação total.

Quanto Bitcoin existe e quanto está realmente disponível?

O Bitcoin tem oferta máxima programada de 21 milhões de unidades e esse limite está cravado no código desde o primeiro bloco. Hoje, em abril de 2026, já foram minerados aproximadamente 19,9 milhões de BTC, restando pouco para chegar ao teto absoluto. Mas a oferta circulante real é ainda menor do que esse número sugere e essa diferença muda completamente a perspectiva sobre escassez.

Estima-se que cerca de 3,7 milhões de BTC estejam permanentemente perdidos, seja por chaves esquecidas, hardware destruído, mortes sem testamento ou simples descuido. Quando você soma esses BTC inacessíveis com o estoque parado de Satoshi e com as carteiras misteriosas que nunca mexeram em nada, sobra muito menos Bitcoin disponível do que os 21 milhões teóricos. Tratamos desse cálculo em mais detalhes no artigo sobre quantos Bitcoins estão perdidos para sempre.

O que essa concentração significa para você

Olhando os números crus, parece que o Bitcoin está nas mãos de poucos, mas essa leitura ignora o ponto mais importante. As exchanges, as gestoras de ETF e os fundos custodiantes não são donos daquele Bitcoin no sentido pleno. São apenas guardiões de promessas registradas em planilhas privadas, que podem evaporar a qualquer momento como já aconteceu com FTX, Celsius e BlockFi. O Bitcoin que importa de verdade é o que está sob auto custódia em uma cold wallet ou em soluções como o multisig da Casa, com as chaves nas mãos do dono.

Por isso a Area Bitcoin sempre defende uma estratégia simples e poderosa. Acumule satoshis com paciência, retire da exchange para a sua própria custódia e pense em horizonte de muitos anos.

A concentração nas mãos de instituições é uma realidade desse momento da rede, mas não é uma sentença permanente. Cada pessoa que tira seu Bitcoin para a auto custódia tira um pouco desse poder das exchanges e devolve o ativo para a sua função original de moeda soberana e peer-to-peer.

Dúvidas frequentes

Quem possui mais Bitcoin no mundo em 2026?

Satoshi Nakamoto, o criador pseudônimo do Bitcoin, é o maior holder individual com aproximadamente 1,096 milhão de BTC, valor que está parado desde os primeiros anos da rede. Entre instituições, a Coinbase lidera com 976 mil BTC sob custódia, seguida por BlackRock (799 mil), Strategy (781 mil) e Binance (631 mil).

Quanto Bitcoin a Strategy de Michael Saylor possui?

A Strategy, antiga MicroStrategy, possui cerca de 781 mil BTC em abril de 2026, sendo a maior empresa de capital aberto holder de Bitcoin do mundo. A companhia começou a acumular em agosto de 2020 e nunca parou, fazendo compras periódicas de tamanhos variados.

Qual governo possui mais Bitcoin?

O Governo dos Estados Unidos lidera o ranking com 328 mil BTC, quase tudo proveniente de apreensões realizadas pelo FBI ao longo dos anos, incluindo fundos do hack da Bitfinex, do mercado Silk Road e do recente confisco do LuBian Hacker. O Reino Unido aparece em segundo com 61 mil BTC.

Quantos Bitcoins existem no total?

A oferta máxima do Bitcoin é de 21 milhões de unidades, limite cravado no código desde o primeiro bloco. Em abril de 2026 já foram minerados aproximadamente 19,9 milhões de BTC, mas estima-se que cerca de 3,7 milhões estejam permanentemente perdidos por chaves esquecidas, mortes sem testamento ou hardware destruído.

O Bitcoin está concentrado nas mãos de poucos?

Olhando os endereços crus as 100 maiores carteiras controlam cerca de 14% de toda a oferta. Mas é importante entender o contexto, boa parte desses endereços são cold wallets de exchanges que custodiam o Bitcoin de milhões de clientes e dos ETFs spot. Quando você considera apenas posições proprietárias e diretas, a concentração real é bem menor. E qualquer pessoa pode tirar essa concentração das mãos das exchanges colocando seus satoshis em uma cold wallet própria.

Como acompanhar os maiores holders em tempo real

Todos os números que você viu aqui podem ser acompanhados ao vivo na Arkham Intelligence. A plataforma identifica endereços on-chain e atribui a entidades reais sempre que é possível verificar.

Outras fontes complementares são o Bitcoin Treasuries para tesourarias corporativas e o site do próprio governo americano via U.S. Marshals Service para acompanhar os leilões de BTC apreendido.

Conclusão

O ranking de quem possui mais Bitcoin em 2026 mostra um ativo amadurecendo rápido. O criador da rede ainda lidera de forma simbólica e nunca mexeu em nada, exchanges movem volumes gigantescos, gestoras de ETF abriram a porta para o capital institucional, governos passaram a olhar Bitcoin como reserva soberana e empresas tradicionais aceleraram a corrida pelas tesourarias em BTC. Esse mosaico mostra a força e a relevância que o Bitcoin alcançou em pouco mais de 17 anos de existência.

O detalhe mais importante, no entanto, não está em nenhuma posição desse ranking. Está no fato de que mesmo com toda essa concentração institucional, qualquer pessoa pode comprar uma fração de BTC, mover para uma carteira própria e ter exatamente o mesmo tipo de propriedade que o maior fundo do mundo tem. Essa é a beleza do Bitcoin e o motivo pelo qual ele continua sendo a maior tecnologia monetária da história.

Se você quer aprofundar na parte técnica do Bitcoin, na construção de uma estratégia saudável de acumulação e nas formas mais seguras de guardar seus satoshis no longo prazo, conheça o Bitcoin Starter. É um conteúdo do zero ao avançado pensado para você não cair nas armadilhas de mercado e construir sua própria reserva soberana de verdade.

Espero que você tenha gostado desse artigo,

Até a próxima e opt out!

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Escrito por
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Kaká Furlan

Fundadora da Area Bitcoin, um dos maiores projetos de educação de Bitcoin do mundo, publicitária, apaixonada por tecnologia e mão na massa full time. Já participou das principais conferências de Bitcoin como Adopting, Satsconf, Surfin Bitcoin e Bitcoin Conference.

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