O mercado financeiro tradicional há muito tempo aguardava a chegada dos ETFs de Bitcoin. Com a recente valorização da criptomoeda, a entrada de grandes instituições no mercado e a consagração do Bitcoin como uma reserva de valor alternativa ao ouro por muitos gestores renomados, o lançamento desses produtos tornou-se ainda mais evidente.

O Bitcoin é uma criptomoeda que vem ganhando cada vez mais atenção dos investidores. A sua valorização ao longo dos anos tem sido surpreendente, o que levou muitos a considerá-la como uma opção interessante para diversificar a carteira de investimentos. Assim, com a chegada dos ETFs de Bitcoin, a possibilidade de investir na criptomoeda se tornou ainda mais acessível para o público em geral.

Mas afinal, vale a pena investir em ETF de Bitcoin? Neste artigo, vamos explicar o que são os ETFs de Bitcoin, quais estão disponíveis na B3, como funcionam as taxas e os impostos, e por que a compra direta de BTC com auto custódia pode ser uma alternativa muito mais vantajosa.

O que é ETF de Bitcoin?

ETF significa Exchange Traded Funds e são fundos de investimento que podem ser negociados na bolsa de valores, assim como é feito com as ações.

O ETF de Bitcoin funciona basicamente como qualquer outro ETF do mercado – ou seja, reúne recursos de diversos investidores e costuma replicar algum índice de referência.

Assim, é um fundo negociado em bolsa que permite aos investidores acompanhar o desempenho do preço do Bitcoin sem a necessidade de adquirir e manter a criptomoeda diretamente.

Além disso, esse tipo de fundo é composto por uma cesta de ativos, que incluem o Bitcoin e, em alguns casos, outras criptomoedas.

A diferença entre os ETFs de bitcoin e os produtos de outros setores é que eles acompanham indicadores de Bitcoin (BTC) ou de altcoins (nome dado a qualquer criptomoeda que não seja o BTC).

Na prática, ao comprar um ETF de Bitcoin, você está adquirindo cotas de um fundo pela sua corretora, sem precisar lidar com carteiras digitais, chaves privadas ou exchanges. No entanto, isso também significa que você não possui o Bitcoin de verdade: quem faz a custódia é a gestora do fundo.

Quais ETFs de Bitcoin estão listados na B3?

O mercado financeiro brasileiro agora conta com três ETFs de Bitcoin listados na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

Abaixo iremos apresentar os três ETFs de Bitcoin disponíveis na B3, explorar suas características, taxas de administração e mais.

ETF

ÍNDICE QUE REPLICA

ATIVO

GESTORA

HASH11

Nasdaq Crypto Index

Bitcoin e outras Criptomoedas

Hashdex

QBTC11

CME CF Bitcoin Reference Rate

Bitcoin

QR Capital

BITH11

Nasdaq Bitcoin Reference Price

Bitcoin

Hashdex

Fonte: B3

HASH11

A gestora do HASH11 é a Hashdex, uma gestora de investimentos registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que já criou um fundo de criptomoedas na Bolsa de Bermudas em parceria com a Nasdaq (uma das Bolsas americanas) e que tem Fundos de Investimento em criptomoedas no Brasil já há algum tempo.

Aliás, a HASH11 está ligada ao NCI (Nasdaq Crypto Index), índice criado por essa parceria da Nasdaq com a Hashdex.

O ETF iniciou suas operações na B3 dando ao investidor exposição ao bitcoin e há 8 criptomoedas em seu portfólio:

  • Bitcoin (67,17%)
  • Ethereum (28,23%)
  • Litecoin (1,10%)
  • Chainlink (0,89%)
  • Bitcoin Cash (0,80%)
  • Stellar Lumens (0,53%)
  • Filecoin (0,59%)
  • Uniswap (0,69%)

Seu preço no IPO foi de R$ 50,00, e sua taxa de administração é de 1,3% ao ano.

QBTC11

O QBTC11 é um ETF de Bitcoin lançado em 2021 pela QR Capital, uma gestora de criptoativos brasileira.

A gestora é a QR Asset Management, que usa como referência o índice oferecido pela Chicago Mercantile Exchange (CME), que, inclusive, é utilizado para balizar contratos futuros de Bitcoin.

O QBTC11 tem como objetivo replicar o desempenho do Índice de Preço do Bitcoin (IPB), que é calculado em tempo real e acompanha o preço da criptomoeda no mercado internacional. O fundo é composto por Bitcoin físico, o que significa que a gestora mantém uma reserva em Bitcoin para lastrear as cotas do fundo.

Portanto, quem optar por investir no ETF QBTC11 terá sua exposição de 100% em bitcoin.

A taxa de administração foi fixada em 0,75% ao ano.

BITH11

Esse fundo também é gerido pela Hashdex, porém, diferentemente do HASH11, esse é um ETF de exposição apenas em Bitcoin.

O fundo tem como objetivo replicar o desempenho do índice Nasdaq Bitcoin Reference Price, criado em parceria entre a Hashdex e a Nasdaq, que acompanha o preço do Bitcoin em diversos mercados internacionais. Além disso, ele é custodiado pelo Banco Genial S.A.

A composição do fundo é majoritariamente em Bitcoin físico, com o objetivo de replicar fielmente o preço do BTC.

Esse ETF é destinado a investidores em geral e sua taxa de administração é de 0,7% ao ano.

Quais são as taxas do ETF de Bitcoin?

Como os ETFs são negociados na bolsa de valores, o investidor precisa arcar com tarifas semelhantes às cobradas em operações de compra e venda de ações. Portanto, é preciso pagar as taxas de corretagem e de custódia para as corretoras e os encargos de negociações da B3, os famosos emolumentos.

Os fundos de índice brasileiros de BTC e altcoins também têm taxas de administração, que variam de 0,7% a 1,3% ao ano. Esse valor é destinado para os gestores.

Os ETFs de Bitcoin têm taxas de administração, corretagem e emolumentos, enquanto os fundos de investimento em Bitcoin também podem cobrar taxas de performance. Portanto, em comparação com a compra direta de Bitcoin em exchanges, os ETFs e fundos de investimento podem apresentar custos mais elevados.

Essas taxas podem variar dependendo do fundo ou ETF específico, bem como da corretora ou plataforma de investimentos utilizada para acessá-los.

Pode parecer pouco, mas no longo prazo as taxas fazem uma diferença enorme. Uma taxa de administração de 1,3% ao ano, como a do HASH11, pode representar mais de 12% do seu capital consumido em 10 anos. Já ao comprar Bitcoin diretamente por uma exchange ou de forma P2P, a taxa de administração é zero. Você paga apenas a taxa de transação no momento da compra.

O que é o ETF de Bitcoin da BlackRock e por que ele foi aprovado?

Em 10 de janeiro de 2024, a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) aprovou os primeiros ETFs de Bitcoin à vista (spot) nos Estados Unidos, um evento histórico aguardado por mais de uma década pelo mercado financeiro.

A BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, lançou o iShares Bitcoin Trust (IBIT), que rapidamente se tornou o ETF com crescimento mais rápido da história. Até março de 2026, o IBIT acumulou mais de US$ 57 bilhões em patrimônio sob gestão, segundo dados da CoinGlass.

Além da BlackRock, outras grandes gestoras também lançaram seus ETFs spot:

  • FBTC (Fidelity): ~US$ 16 bilhões em patrimônio
  • GBTC (Grayscale): ~US$ 11 bilhões em patrimônio
  • BITB (Bitwise): ~US$ 2,9 bilhões em patrimônio
  • ARKB (ARK 21Shares): ~US$ 2,5 bilhões em patrimônio

No total, os ETFs de Bitcoin spot nos EUA já acumulam mais de US$ 97 bilhões em ativos sob gestão e mais de 700 mil BTC em custódia, de acordo com dados da Farside Investors.

A aprovação dos ETFs spot foi um marco importante para o reconhecimento do Bitcoin pelo mercado tradicional. No entanto, vale lembrar: ao investir em um ETF, você não possui Bitcoin de verdade. Os BTC ficam sob custódia da gestora, e você apenas detém cotas de um fundo. A filosofia do Bitcoin é justamente o oposto disso: soberania financeira e auto custódia.

Quer entender mais? Então, confira nosso artigo sobre o ETF de Bitcoin da BlackRock!

O que você precisa saber antes de investir em ETF de Bitcoin?

Investimento inicial

O investimento inicial é baixo e não é preciso ser um investidor qualificado ou profissional para comprar um produto financeiro com 100% de exposição ao bitcoin.

Além disso, as cotas iniciais dos fundos de índice do Brasil variam entre R$ 10 a R$ 100.

A custódia é feita pela gestora

Quando você compra ETFs de bitcoin, você se expõe à oscilação de preços do BTC, mas você não compra o bitcoin em si.

Dessa forma você não consegue ter a posse das suas moedas e tampouco sacar o seu bitcoin da B3 ou transacionar entre carteiras.

Portanto, você fica na mão do gestor! Ou seja, é ele quem cuida dos seus ativos, e isso vai completamente contra a filosofia de soberania financeira do Bitcoin.

Essa é uma das maiores diferenças entre o ETF e a compra direta. No Bitcoin, existe um ditado famoso: “not your keys, not your coins” (não são suas chaves, não são suas moedas). Quando você investe via ETF, as moedas pertencem à gestora, não a você. Se algo acontecer com a gestora ou com o custodiante, seu patrimônio pode estar em risco.

Horário de negociação

Os ETFs só podem ser negociados no pregão da bolsa, das 10 às 17h, e de segunda a sexta. O bitcoin, no entanto, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Portanto, caso você invista em ETFs, você não conseguirá aproveitar as variações de preço da moeda em horários alternativos ou em finais de semana.

Imposto de renda

Em relação ao imposto de renda, ao investir em ETFs de Bitcoin, a alíquota é de 15% sobre o ganho de capital, independentemente do prazo do investimento. Ao contrário das ações, que possuem isenção de até 20 mil reais por mês para pessoas físicas, os ETFs e fundos de investimento em geral não possuem esse benefício de isenção.

Dessa forma, ao vender suas cotas de ETFs de Bitcoin por um valor maior do que o valor de compra, o investidor estará sujeito à tributação de 15% sobre o lucro obtido. É importante destacar que essa tributação incide apenas sobre o ganho de capital e não sobre o valor total investido.

Já ao comprar Bitcoin diretamente, existe uma regra que beneficia o investidor pessoa física: vendas de até R$ 35.000 por mês em criptomoedas são isentas de imposto de renda, conforme a Receita Federal. Isso significa que, para quem faz aportes regulares e vendas planejadas, é possível realizar lucros sem pagar nenhum imposto, uma vantagem que simplesmente não existe nos ETFs.

Prazo de resgate

Os ETFs de Bitcoin são negociados na bolsa de valores, da mesma forma que as ações. Por isso, eles podem ser comprados e vendidos através do pregão da B3, a bolsa de valores brasileira.

O prazo de resgate do ETF de Bitcoin é de dois dias úteis, ou seja, D+2, após a execução da ordem. Esse prazo é estabelecido pelo regulamento da B3.

Já os fundos de investimento podem ter prazos de resgate variados, que podem chegar a D+30 ou até D+90 dias. Isso significa que, ao solicitar o resgate de um fundo de investimento, o investidor pode ter que esperar até três meses para receber o dinheiro de volta.

Afinal, vale a pena investir em ETF de Bitcoin?

Depende! Se você é uma pessoa que não quer aprender como comprar Bitcoin por conta própria, como fazer auto custódia e prefere terceirizar a responsabilidade do seu patrimônio, o ETF pode ser uma forma de você se expor ao bitcoin de um jeito tradicional.

Entretanto, a filosofia do Bitcoin é justamente você se tornar livre, você ter autonomia, soberania, não depender de terceiros, ou seja, ser o seu próprio banco ou gestor.

Além disso, a valorização do bitcoin no longo prazo é só uma parte dos benefícios do Bitcoin, assim, a parte mais legal é que você não precisa continuar dependendo dos intermediários. Como falamos anteriormente, com bitcoin você pode comprar de forma direta e gerenciar o seu próprio portfólio, sem depender de ninguém.

Outro ponto é a agilidade de negociação.

Qual a diferença de agilidade entre ETF e compra direta?

O prazo de resgate desses fundos é de 2 dias úteis após a execução da ordem, o famoso D+2. Isso ocorre pois toda ordem que você realiza em corretoras tradicionais passa pela B3 e isso torna muito mais lentas as negociações quando comparado com as negociações via exchanges.

Ao comprar bitcoin diretamente nas exchanges, é possível negociar suas moedas digitais instantaneamente. O saldo é creditado em sua conta de forma imediata e não é necessário esperar pela liberação da B3, como acontece na bolsa de valores.

Dessa forma, o processo é bem mais rápido e não há limitações de horário comercial ou de pregão. Além disso, o mercado de bitcoin opera globalmente 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive nos feriados. Isso significa que é possível negociar seus bitcoins a qualquer momento, sem restrições de horários ou feriados locais.

Como se comparam as taxas do ETF com a compra direta de Bitcoin?

Os ETFs de bitcoin geralmente possuem uma taxa de administração em torno de 0,30%, além do imposto de renda sobre a valorização. Por outro lado, caso você decida investir por conta própria, é possível se beneficiar de isenção de imposto em negociações abaixo de R$35.000 no mesmo mês. Somente se você negociar acima desse valor, será necessário pagar imposto sobre ganho de capital, que é tributado em 15%. Isso significa que, ao investir por conta própria, é possível ter uma economia significativa em termos de taxas e impostos.

Veja abaixo um quadro que ilustra melhor as diferenças entre investir em ETFs de Bitcoin e investir diretamente no Bitcoin.

 

ETFs

Bitcoin

Aporte mínimo

R$10 a R$100

Não tem mínimo, normalmente nas corretoras a partir de R$10

Taxas de adm

0,7% a 1% ao ano

Não tem

Regulados

Sim

Não

Auto custódia

Não

Sim

Horário funcionamento

Comercial

24h por dia 7 dias por semana

Resgate

Alguns dias

Imediato

Imposto

15%

Isento até R$ 35 mil no mês

Entretanto, é inegável que o surgimento dos ETFs foi um passo importante para o Bitcoin. Isso significa que Bitcoin não é mais ignorado e que tem peixe grande querendo se expor à moeda.

Além disso, isso traz uma chancela gigante e deixa sem argumentos aqueles que diziam que o bitcoin ia a zero, que era coisa de criminoso ou que seria proibido. Afinal, se os bancos estão querendo participar desse mercado, é sinal de que essa narrativa toda estava equivocada e agora eles querem uma fatia desse bolo.

Por que comprar Bitcoin diretamente é melhor que ETF?

Por tudo que mostramos aqui, a resposta é que é muito melhor comprar bitcoin de forma direta do que por ETFs ou por Fundos de Investimento.

Priorize em fazer sua auto custódia e ser financeiramente livre, sem depender de gestores, bancos ou da B3.

Os ETFs tiveram um papel importante ao trazer visibilidade e legitimidade para o Bitcoin no mercado financeiro tradicional. A aprovação dos ETFs spot nos Estados Unidos em 2024, com a entrada de gigantes como BlackRock e Fidelity, mostrou ao mundo que o Bitcoin é um ativo sério e com demanda institucional real.

Porém, para quem realmente entende a proposta do Bitcoin: soberania financeira, descentralização e liberdade monetária, comprar BTC diretamente e fazer auto custódia continua sendo o caminho. Você elimina as taxas de administração, aproveita a isenção de imposto em vendas até R$ 35 mil por mês, negocia 24 horas por dia e, o mais importante: é dono de verdade do seu patrimônio.

Perguntas frequentes sobre ETF de Bitcoin

O que é um ETF de Bitcoin?

Um ETF de Bitcoin (Exchange Traded Fund) é um fundo de investimento negociado na bolsa de valores que replica o desempenho do preço do Bitcoin. Ele permite que investidores tenham exposição ao BTC sem precisar comprar a criptomoeda diretamente.

Quais ETFs de Bitcoin estão disponíveis na B3?

Atualmente, existem três ETFs de Bitcoin listados na B3: HASH11 (Hashdex, replica o Nasdaq Crypto Index), QBTC11 (QR Capital, 100% Bitcoin) e BITH11 (Hashdex, replica o Nasdaq Bitcoin Reference Price).

Qual a taxa de administração dos ETFs de Bitcoin na B3?

As taxas variam: o HASH11 cobra 1,3% ao ano, o QBTC11 cobra 0,75% ao ano e o BITH11 cobra 0,7% ao ano. Além disso, há custos de corretagem e emolumentos da B3.

ETF de Bitcoin paga imposto de renda?

Sim. Ao vender cotas de ETF de Bitcoin com lucro, o investidor paga 15% de imposto sobre o ganho de capital, sem faixa de isenção. Já na compra direta de Bitcoin, vendas até R$ 35.000 por mês são isentas de IR.

Vale mais a pena comprar ETF de Bitcoin ou Bitcoin diretamente?

Para quem busca soberania financeira e menores custos, a compra direta de Bitcoin com auto custódia é geralmente mais vantajosa: sem taxas de administração, com isenção de IR até R$ 35 mil, negociação 24h e posse real do ativo.

O ETF de Bitcoin da BlackRock já foi aprovado?

Sim. Em 10 de janeiro de 2024, a SEC aprovou o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock, junto com outros ETFs spot de Bitcoin nos EUA. O IBIT já acumula mais de US$ 57 bilhões em patrimônio sob gestão.

Conclusão

Se você chegou até aqui, já entendeu como funcionam os ETFs de Bitcoin, quais existem no Brasil e por que eles estão ganhando tanta atenção do mercado tradicional. Mas existe um ponto importante que quase ninguém do sistema financeiro costuma falar com tanta clareza.

ETF de Bitcoin não é Bitcoin.

Quando você compra um ETF, na prática não está comprando Bitcoin de verdade. O que você está adquirindo é um papel que acompanha o preço do ativo, intermediado por gestores, custodiante, regras regulatórias e toda a estrutura do sistema financeiro tradicional. Ou seja, você continua dentro da mesma lógica de sempre: dependendo de terceiros para acessar algo que, originalmente, foi criado justamente para eliminar intermediários.

É claro que, para muita gente, isso pode parecer mais simples. Comprar pela corretora tradicional, clicar em alguns botões e pronto. Mas essa conveniência tem um custo que muitas vezes passa despercebido: você não tem controle real sobre aquele Bitcoin.

E é exatamente aqui que entra um dos princípios mais importantes de toda a filosofia do Bitcoin: “not your keys, not your coins”.

Pode parecer só um bordão repetido na comunidade, mas ele resume algo muito profundo. Se as chaves privadas não estão com você, então aquele Bitcoin não é realmente seu. Você apenas confia que outra instituição está guardando e gerenciando aquilo por você.

Quando alguém realmente entende a proposta do Bitcoin, percebe que a auto custódia não é apenas um detalhe técnico. Ela é parte essencial da ideia. É o que permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa possuir e controlar seu próprio dinheiro sem depender de bancos, gestores ou governos.

Os ETFs podem até ter seu papel dentro do mercado tradicional, principalmente para atrair capital institucional e aproximar o Bitcoin do sistema financeiro que já existe. Mas isso não muda o ponto central.

Bitcoin nunca foi criado para ser apenas mais um ativo dentro da bolsa, mas sim criado para que as pessoas pudessem voltar a ter a posse sobre o próprio dinheiro.

Até o próximo artigo e Opt Out! 🤙

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Escrito por
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Kaká Furlan

Fundadora da Area Bitcoin, um dos maiores projetos de educação de Bitcoin do mundo, publicitária, apaixonada por tecnologia e mão na massa full time. Já participou das principais conferências de Bitcoin como Adopting, Satsconf, Surfin Bitcoin e Bitcoin Conference.

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