Sempre que o preço do Bitcoin sobe, milhares de outros tokens aparecem do nada prometendo ser a próxima grande coisa. Esses tokens têm nome, têm logo bonito, têm influenciador pago e até gente importante do mercado financeiro tradicional defendendo a tese. Eles são chamados genericamente de altcoins, mas dentro do universo Bitcoin existe um termo mais honesto para classificar a maioria deles: shitcoins.

Nesse artigo você vai entender por que esses protocolos não são equivalentes ao Bitcoin, por que eles morrem ciclo após ciclo e por que tantos bitcoiners fazem questão de separar bem o que é Bitcoin do que é cripto.

Se você é novo no mercado e quer entender de verdade essa diferença antes de colocar dinheiro em qualquer coisa que se chame “blockchain”, esse artigo vai ser muito útil pra você. Bora?!

O que é uma shitcoin

Shitcoin é um termo usado pelos bitcoiners para classificar qualquer criptomoeda que não seja bitcoin. Esses projetos são disfarçados de protocolos descentralizados, ou seja, na prática são centralizados. São tokens criados por empresas, fundações ou indivíduos identificáveis, geralmente com investidores iniciais privilegiados, com pré-mineração, com roadmap controlado por um grupo pequeno e com mecanismos que beneficiam quem está dentro em prejuízo de quem chega depois.

O termo costuma soar agressivo, mas é uma classificação técnica. Se um protocolo tem dono identificável, se tem investidor inicial recebendo fatia desproporcional, se as decisões sobre o futuro do protocolo passam por um conselho ou uma foundation, se a segurança depende de um pequeno grupo de validadores, então estamos falando de uma empresa que se veste de protocolo, não de um sistema descentralizado.

O Bitcoin é a exceção. Foi criado por um pseudônimo, Satoshi Nakamoto, que sumiu antes do projeto explodir. Não tem fundação, não tem CEO, não tem investidor anjo, não teve pré-mineração, começou valendo zero e foi monetizado organicamente por pessoas espalhadas pelo mundo. Tudo o mais que veio depois e tentou imitar essa fórmula, falhou em algum desses pontos.

E quando a gente fala em tudo o mais que veio depois, tem um motivo. Depois que o Bitcoin surgiu, milhares de outras criptomoedas (altcoins) foram lançadas.

Como surgiram as altcoins

O código do Bitcoin é aberto, público e qualquer pessoa pode copiar, forkar e criar a sua própria versão. Foi exatamente isso que aconteceu a partir de 2011. Surgiram cópias com pequenas alterações de parâmetros, surgiram protocolos que prometiam ser mais rápidos, mais privados, mais escaláveis, capazes de rodar contratos inteligentes, de tokenizar ações, de criar games descentralizados e por aí vai.

Cada uma dessas tentativas se vendia como uma evolução do Bitcoin. A narrativa era sempre a mesma: diziam que o Bitcoin é uma tecnologia antiga, lenta, limitada, e que o novo protocolo iria fazer tudo o que bitcoin faz só que melhor. Essas narrativas convenceram uma quantidade enorme de gente a partir de 2014, especialmente nos ciclos de bull market, quando a especulação tomava conta do mercado e qualquer projeto com um whitepaper bonito conseguia captar dezenas de milhões de dólares em ICOs.

O problema é que a maioria absoluta desses protocolos foi criada com um modelo financeiro idêntico ao das startups tradicionais. Tem fundadores que ficaram com fatias gigantes do supply, tem venture capital que entrou cedo a um preço irrisório, tem uma fundação que dita as regras de atualização e tem uma comunidade que segura o token na esperança de revender mais caro.

Isso não é descentralização, isso é uma empresa de tecnologia montada sobre um banco de dados público.

Os três tipos de shitcoin que você precisa reconhecer

Se você for olhar com atenção tudo o que existe no mercado fora do Bitcoin, vai perceber que praticamente todos os projetos se encaixam em um destes três grupos.

1. As securities disfarçadas

São protocolos que funcionam como empresas. Têm criadores conhecidos, têm uma fundação ou DAO que coordena as decisões, têm roadmap público, têm rodadas de captação com investidores institucionais e têm um time pago para construir o produto. Ethereum é o caso mais famoso, mas Cardano, Polygon, Solana e Stacks seguem exatamente o mesmo modelo.

O Joseph Lubin, cofundador do Ethereum, já admitiu publicamente que o JP Morgan estava envolvido com o protocolo desde os primeiros dias. Se isso não é centralização do ponto de vista monetário, fica difícil definir o que seria.

O ponto crítico desses protocolos é o seguinte. Como existe um grupo identificável que toma decisões, esse grupo pode ser pressionado, regulado, processado, censurado ou cooptado. E pode também simplesmente decidir mudar as regras do jogo quando isso for conveniente. Foi exatamente o que o Ethereum fez em 2016, quando reverteu a blockchain depois do hack do The DAO.

Um protocolo que pode ter o seu histórico reescrito por decisão de um conselho não é um protocolo monetário sério, é um banco com aparência de blockchain.

Os pump and dumps

Esse grupo é mais escancarado. São tokens criados especificamente para enriquecer os criadores em cima de quem chega depois. O modelo é quase sempre o mesmo:

  • Criam um token
  • Contratam um exército de bots e influenciadores para falar dele nas redes sociais
  • Pagam para listar em exchanges
  • Geram um burburinho artificial, o preço sobe
  • Os fundadores vendem tudo e quem entrou no meio do caminho fica segurando um ativo que não vale mais nada

As memecoins são o exemplo mais puro disso, mas o mecanismo se repete em milhares de tokens listados nas exchanges todos os meses.

Aqui também entra um caso brasileiro emblemático. O Nucoin do Nubank seguiu uma versão corporativa desse modelo, com uma instituição financeira grande emitindo um token sem propriedades monetárias e oferecendo para a base de clientes como se fosse algo revolucionário. Isso foi vergonhoso.

O objetivo de criar um token, geralmente é para inflar os ganhos no balanço patrimonial da empresa e conseguir captar mais equity ou empréstimos, então a roda gira mais ou menos assim:

porque as shitcoins são criadas

Os rug pulls

São protocolos que funcionam por algum tempo, atraem liquidez, conquistam confiança e em algum momento os criadores puxam o tapete e somem com o dinheiro dos usuários. O caso mais conhecido foi o do Terra Luna, em maio de 2022, quando uma stablecoin algorítmica chamada UST e o token LUNA evaporaram em poucos dias e levaram junto cerca de 60 bilhões de dólares de capitalização de mercado.

Os fundadores tinham mecanismos internos para se proteger e venderam antes do colapso. Esse tipo de evento se chama rug pull e acontece de forma recorrente em protocolos pequenos, mas pode acontecer também em projetos gigantes quando o desenho de incentivos é falho.

Próximo do rug pull tem também o exit scam, que é quando os criadores simplesmente desaparecem com o dinheiro captado em um ICO ou em uma plataforma.

Vale entender também o que é exit scam e como se proteger desse golpe.

Por que o Bitcoin é diferente

Quando você olha para o Bitcoin com calma e compara cada característica com a de qualquer outro protocolo, a diferença fica gritante. Não é uma questão de gosto pessoal, é uma diferença estrutural que se traduz em segurança, em previsibilidade e em soberania.

O Bitcoin não tem um criador conhecido. Satoshi era um pseudônimo, ninguém sabe quem é, ninguém pode pressionar, processar, prender ou cooptar. Os bitcoin que ele minerou nos primeiros blocos nunca foram movidos, o que significa que o criador do protocolo nunca usou a invenção dele para enriquecer em cima dos usuários. Compare isso com qualquer outra cripto e você vai ver fundadores vendendo tokens há anos.

O Bitcoin não teve pré-mineração. Toda a oferta foi e está sendo emitida pelas regras públicas do protocolo, bloco por bloco, com o halving cortando a emissão pela metade a cada quatro anos. O Ethereum, por exemplo, pré-minerou cerca de 72% dos ETHs antes da rede começar a rodar, distribuídos entre fundadores e investidores iniciais. Esse tipo de distribuição cria uma assimetria gigante entre os de dentro e os de fora que nunca desaparece.

O Bitcoin usa proof of work como mecanismo de consenso e tem hoje o maior poder computacional já reunido em uma rede descentralizada. Isso torna um ataque de 51% economicamente inviável. Protocolos que migraram para proof of stake, como o próprio Ethereum, concentram a validação nas mãos de quem já tem mais tokens, o que é a definição de centralização monetária. Quem tem mais, valida mais, ganha mais e fica com mais. É o modelo financeiro tradicional rodando em cima de uma blockchain.

O Bitcoin é o único protocolo que efetivamente cumpre a promessa original do Cypherpunk. Dinheiro digital, escasso, neutro, sem dono, sem fronteira, sem permissão. Tudo o mais é variação de algum modelo de negócio.

A questão moral por trás do “só Bitcoin presta”

Muita gente acha que bitcoiners são chatos ou dogmáticos quando rejeitam altcoins. A verdade é que existe um componente ético muito sério na conversa.

Imprimir um token do nada e vender para usuários novos como se fosse uma oportunidade de enriquecimento é, no fundo, exatamente o que os bancos centrais fazem com o dinheiro fiat. Imprime, dilui o poder de compra de quem segura a moeda e transfere riqueza para quem está no topo do esquema.

O bitcoiner que estuda o protocolo a fundo entende que o Bitcoin existe justamente para acabar com esse mecanismo. Não faz sentido lutar contra a impressão de dólar, real e euro e ao mesmo tempo defender protocolos que fazem essa mesma impressão em escala menor com nomes diferentes.

Por isso a comunidade Bitcoin trata altcoins com tanta dureza. Não é elitismo, é coerência. Quem cria token do nada para vender para o varejo está exercendo o mesmo papel moral de um banco central, só que em escala privada e sem regulação. Isso vai contra a essência do que o Bitcoin se propõe a ser.

Como as altcoins morrem ciclo após ciclo

Esse é o ponto que mais escapa de quem está entrando agora no mercado. Existe um padrão claríssimo na vida útil de qualquer shitcoin que olhamos com perspectiva histórica.

No primeiro ciclo de existência do token, ele costuma performar incrivelmente bem. Sobe centenas ou milhares de por cento, virando manchete em sites de notícias e atraindo uma multidão de novos investidores. Esse pump é financiado por dois mecanismos: o capital fresco que entra atraído pelo hype e o capital dos próprios fundadores e early investors que conseguem distribuir as suas posições com lucro estratosférico.

Depois desse pico, vem o despejo.

Os insiders saem, a liquidez seca, o preço despenca e o protocolo passa a viver em um patamar muito abaixo do topo anterior. No próximo ciclo, ele tenta voltar, mas precificado em Bitcoin nunca mais alcança o pico do primeiro ciclo. E essa rampa descendente, ciclo após ciclo, vai matando o protocolo em câmera lenta.

Na imagem abaixo consolidamos como funciona o ciclo de preço das shitcoins:

ciclo de preço da shitcoin

Litecoin, Bitcoin Cash, Peercoin e dezenas de outras criptomoedas que dominavam as notícias em 2014 e 2017 estão hoje em uma situação muito pior em relação ao Bitcoin do que estavam nos picos delas. O cemitério das altcoins é silencioso porque elas não morrem de uma vez. Elas definham. Vai sobrando cada vez menos liquidez, menos atenção, menos gente acreditando, até que um dia o projeto vira uma curiosidade histórica.

Falando em Litecoin, olha só o que o fundador da Litecoin disse em outubro de 2025, “Deveria ter comprado Bitcoin”:

O ciclo pós-halving de 2025 está mostrando isso com mais força do que qualquer outro. A maior parte das altcoins lançadas no último ciclo está hoje 50% a 80% abaixo do topo quando precificadas em Bitcoin. A liquidez não foi para os protocolos descentralizados que se diziam o futuro, foi para o próprio Bitcoin e para as tesourarias de Bitcoin que estão acumulando BTC no balanço.

O mercado finalmente está se dando conta de que só o Bitcoin tem a combinação de descentralização e segurança necessária para servir como reserva monetária de longo prazo.

A ilusão do trade de altcoins

Tem uma resposta padrão que sempre aparece quando alguém apresenta esses argumentos. “Eu não seguro altcoin, eu só faço trade para acumular mais Bitcoin”. Esse raciocínio parece lógico no papel, mas na prática quase nunca funciona.

Pesquisas com traders de mercado financeiro tradicional mostram que cerca de 99% das pessoas que tentam viver de trade no curto prazo perdem dinheiro. Isso em mercados maduros, com regulação, com circuit breakers, com liquidez profunda. Em um mercado de criptomoedas dominado por wash trading, manipulação de baleias, listagens pagas e bots de exchange, esse percentual de perdedores é ainda maior.

O resultado prático para a esmagadora maioria de quem faz trade de altcoin tentando acumular Bitcoin é o oposto. Termina o ciclo com menos Bitcoin do que tinha no começo, mais cansado, mais ansioso e tendo perdido tempo precioso que poderia ter sido usado estudando o protocolo de verdade.

A estratégia de longo prazo do Bitcoin é simples e poderosa. Comprar com a renda que você gera, segurar em carteira própria e aguentar a volatilidade. Não tem trade que ganhe dessa estratégia ao longo de uma década inteira.

A web 3 e o esvaziamento das narrativas

No ciclo de 2021, a narrativa dominante girava em torno de NFTs, metaverso, web 3, play to earn e DAOs. Cada um desses subnichos atraiu bilhões de dólares e criou uma onda enorme de novos protocolos. Hoje, em 2026, praticamente todos esses nichos estão esvaziados.

Os preços médios de NFTs caíram mais de 95% em relação ao topo. Os projetos de metaverso tiveram que demitir grande parte das equipes. As DAOs que prometiam revolucionar o conceito de empresa hoje são ou irrelevantes ou claramente capturadas por baleias. A web 3, que era vendida como o futuro da internet, virou um meme cansado dentro do próprio mercado cripto.

Esse esvaziamento não foi acidental. Ele aconteceu porque, no fundo, todas essas narrativas dependiam da premissa de que existia tecnologia descentralizada o suficiente para sustentar essas aplicações. Quando ficou claro que essa tecnologia não existia fora do Bitcoin, e que o Bitcoin não tinha interesse em virar a base de jogos, NFTs ou redes sociais, todo o castelo de cartas começou a desabar.

Como reconhecer uma shitcoin na prática

Se você quer um filtro rápido para avaliar qualquer cripto que apareça na sua frente, faça as seguintes perguntas:

  1. Quem criou esse protocolo e essa pessoa está identificada publicamente?
  2. Houve pré-mineração ou rodada de captação privada antes do lançamento público?
  3. Existe uma fundação, empresa ou conselho que toma decisões sobre o futuro do protocolo?
  4. O mecanismo de consenso é proof of work com poder computacional relevante ou é proof of stake com baleias controlando a validação?
  5. O histórico da blockchain já foi reescrito ou alterado por decisão centralizada em algum momento?

Se a resposta para qualquer dessas perguntas indica centralização, você está olhando para uma shitcoin. Pode ser uma shitcoin grande, com market cap de dezenas de bilhões, com gente importante defendendo, com aparição em jornal de negócios, mas continua sendo uma shitcoin. Tamanho não muda natureza.

Para aprofundar o estudo, vale ler também as análises individuais de protocolos específicos que já publicamos no blog. Comece pela análise completa do Ethereum, depois passe pelo dossiê do Cardano, pelo caso do Polygon, pelo estudo do Monero, pela avaliação do Stacks e pela crítica do SingularityNET. Quando você lê esses casos em conjunto, o padrão fica impossível de ignorar.

A Carol gravou uma explicação completa sobre esse tema, com exemplos extras e respondendo às críticas mais comuns que aparecem nas redes sociais. Vale assistir para fixar o conteúdo.

Dúvidas frequentes sobre shitcoins

O que é shitcoin?

Shitcoin é o termo usado pelos bitcoiners para classificar criptomoedas que se apresentam como descentralizadas mas que na prática funcionam como empresas, com fundadores identificáveis, investidores iniciais privilegiados, pré-mineração, fundação controladora ou mecanismo de consenso que concentra poder em poucos validadores.

Toda altcoin é uma shitcoin?

Sim. O termo altcoin engloba tudo o que não é Bitcoin, e quando se aplica os critérios de descentralização real e segurança monetária, praticamente todos os projetos fora do Bitcoin caem na categoria de shitcoin. Pode haver discordância sobre nuances, mas o critério é técnico e não pessoal.

Por que o Ethereum é considerado shitcoin?

Porque o Ethereum teve pré-mineração de cerca de 72% do supply antes da rede começar a rodar, tem fundadores identificáveis e ricos, tem uma fundação que coordena as decisões técnicas, já reverteu a própria blockchain por decisão centralizada após o hack do The DAO em 2016 e migrou para proof of stake, mecanismo que concentra a validação em quem já tem mais tokens. Para uma análise detalhada, vale ler o nosso artigo completo sobre por que o Ethereum é uma shitcoin.

Dá para enriquecer fazendo trade de altcoins?

Estatisticamente, não. Pesquisas mostram que cerca de 99% dos traders de mercado financeiro perdem dinheiro tentando operar no curto prazo. No mercado de criptomoedas, com manipulação muito maior, esse número tende a ser ainda pior. A esmagadora maioria das pessoas que tenta acumular Bitcoin via trade de altcoin termina o ciclo com menos Bitcoin do que tinha no começo.

Por que as altcoins sempre desvalorizam em relação ao Bitcoin?

Porque elas dependem de novo capital especulativo entrando para sustentar o preço, enquanto os insiders distribuem suas posições. Depois do primeiro ciclo de hype, a liquidez seca, o preço despenca e raramente retorna aos patamares anteriores quando medido em Bitcoin. É um padrão que se repete desde 2014 com praticamente todos os protocolos.

O que significa proof of work e por que isso é importante?

Proof of work é o mecanismo de consenso usado pelo Bitcoin, no qual a validação de blocos depende de gasto real de energia através da mineração. Isso cria um custo objetivo para qualquer tentativa de fraude e impede que poucos atores controlem a rede. Protocolos que usam proof of stake substituem esse custo energético pela posse de tokens, o que tende a centralizar a validação nas mãos de quem já tem mais.

É seguro investir em projetos novos prometendo ser o próximo Bitcoin?

Não. Historicamente, projetos lançados como o “próximo Bitcoin” são tentativas de capturar liquidez especulativa do mercado. Os retornos prometidos costumam servir para enriquecer os criadores e os primeiros investidores, deixando quem entra depois com prejuízo significativo. O Bitcoin não tem substituto justamente porque a fórmula de origem dele, sem dono, sem pré-mineração e sem investidor anjo, não pode ser replicada agora.

Conclusão

Shitcoin é uma classificação técnica, não um xingamento. Fica claro que o protocolo, apesar do marketing, opera com características de empresa centralizada e por isso não pode oferecer o que o Bitcoin oferece em termos de previsibilidade, neutralidade e segurança monetária.

Quando você entende essa diferença a fundo, deixa de gastar tempo perseguindo o próximo pump, deixa de dispersar a sua atenção em narrativas que se esvaziam ciclo após ciclo e começa a usar o seu tempo para estudar o protocolo que realmente importa. O Bitcoin não precisa de marketing, não precisa de listagem em exchange, não precisa de influenciador pago. Ele só precisa que você entenda como funciona e por que funciona.

Se você quer dar o próximo passo, comece estudando o que é Bitcoin propriamente dito. Conhecimento é a única defesa de verdade nesse mercado.

Espero que esse artigo tenha te ajudado a entender esse assunto.

Até o próximo e opt out!

Compartilhe em suas redes sociais:

Escrito por
Imagem do Autor
Kaká Furlan

Fundadora da Area Bitcoin, um dos maiores projetos de educação de Bitcoin do mundo, publicitária, apaixonada por tecnologia e mão na massa full time. Já participou das principais conferências de Bitcoin como Adopting, Satsconf, Surfin Bitcoin e Bitcoin Conference.

Ícone do X

Curtiu esse artigo? Considere nos pagar um cafezinho para continuarmos escrevendo novos conteúdos! ☕